domingo, 2 de agosto de 2009

Retornando de férias...

Estive ausente nos últimos dias por conta de estar de férias. Não durante todo o mês de julho. Não; até porque entrar de férias, ainda que sejam apenas quinze dias - como foi meu caso - envolve toda uma preparação que tem muito de paranóia e superstição.

Entrar de férias implica eliminar papéis de cima da mesa ou pela resolução das pendências (caminho pouco usual) ou pelo artifício de escondê-los nos locais mais inacessíveis como os fundos de gaveta. Enfim, um processo demorado, considerando a quantidade de papéis que havia em minha mesa.

Junte-se a isso as últimas semanas de aula na Faculdade de Letras e se entenderá o porquê de o blog ter ficado um mês inteiro sem postagens. Sinto muito, mas os dias andaram assim... E agora é correr atrás do tempo perdido.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fausto Silva, Patrícia Poeta e a TV brasileira

Ontem eu sentei na sala para assistir o finalzinho do "Domingão do Faustão", coisa rara de acontecer. Todavia, meu lado sádico pedia que eu risse um pouco com as repetidas cassetadas, que, apesar de tudo, poderiam salvar o finalzinho de um domingo que passei brincando com um primo de 04 anos de idade.

E eis que ocorreu o improvável: no meio do programa o apresentador pede desculpas à mocinha que agora comanda o Fantástico por ter, no domingo anterior, dito que ela poderia esperar um pouco mais para fazer a chamada do noticiário, já que esperara nove meses para nascer.

Podem discordar de mim, mas eu acho que ele não devia ter pedido desculpas a ela. Primeiro porque uma das poucas coisas que salvam o programa dele são os raros momentos em que, desbocado, Faustão mostra as falhas de sua produção e expõe um lado menos glamuroso da TV brasileira. E, segundo, porque ele está com a razão. A Patrícia Poeta poderia perfeitamente fazer a chamada durante os comerciais. Agora, há aí uma malandra jogada: se ela divulga as (não)notícias durante o programa de seu colega de emissora; os comerciais serão mais largos para os anunciantes. E são os anunciantes que pagam tudo e todos.

E já que falei em anunciantes (e conseqüentemente em valores), os programas de fofocas tiveram bastante sobre o quê falar com a guerra entre SBT e Record, que tomaram profissionais uma da outra em transações de valor inimaginável para os pais de família que, sem opções, se contentam com receber R$ 465,00 mensais. Ah sim, e se contentam com assistir aos programas da TV aberta nos horários vagos.

A questão é: se na Toda-poderosa Rede Globo há problemas e imposição de "agentes externos", como esse que ocorreu entre o Fausto e a Patrícia, que esperar dessas outras emissoras? E, além disso: o que garante que Gugu será menos chato na Record?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Festas juninas: como manter a tradição, se tudo aponta para a ruptura?!

Ontem desci da faculdade comentando com um amigo sobre a aculturação que a mídia de massa promove em nosso país e da perda de nossas tradições. Inevitavelmente, começamos a elencar exemplos e um deles, talvez o mais contundente nessa época do ano, é a invasão das festas juninas pela música (?) "country".

E hoje pela manhã, lendo o jornal, descobri - com pesar - que o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) está acrescentando um ingrediente extra na mistura. E não é o "elemento X"... Trata-se de uma descabida cobrança, imposta às escolas, pela execução de músicas do nosso cancioneiro popular durante as comemorações juninas, julinas e por vezes agostinas que fazem a alegria de muita criança por aí.

Ora, por mais que se queira promover o pagamento ao artista, não me parece sensato esquecer que essa pressão colocada sobre as escolas contribui (e muito) para a abertura de espaço para esse gingar mecanizado que nada tem que ver com nossos folguedos multicoloridos e felizes!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Índia simplificada

Confesso que tem me incomodado um pouco a trama global das 21 horas. Não, eu não assisto (des)"Caminho das Índias", até porque nesse horário estou na sala de aula tentando me habilitar em Letras.

No entanto, não estou imune a ouvir os constantes comentários (vazios) das pessoas na rua, no ônibus e mesmo no meu local de trabalho. O que irrita é que a novela de Glória Perez pouco ou nada traz de novo (e, pior, de verdadeiro) para quem conhece minimamente a cultura hindu.

A Índia NÃO se resume a uma sucessão de danças e macaqueamentos que visam somente promover uma meia dúzia de escolas de dança no eixo Rio-São Paulo. Tampouco se resume a duas castas que passam a vida a digladiar entre si. Mas, como exigir das pessoas, do público médio (para não dizer medíocre), algum grau de consciência crítica?!